São Paulo, 22 de dezembro de 2025 – O Ibovespa Futuro iniciou a semana em território positivo, movido por sinais de melhora na confiança do consumidor e pela expectativa de novos números do Banco Central (BC) e da Receita Federal. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em fevereiro registrava alta de 0,41%, aos 162.265 pontos.
Confiança do consumidor atinge maior nível em um ano
Dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostram que o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 0,4 ponto em dezembro, para 90,2 pontos. Trata-se do patamar mais alto desde dezembro de 2024, quando o indicador marcou 91,3 pontos. Foi a quarta alta consecutiva do índice, sinalizando expectativas mais favoráveis das famílias em relação à economia.
Agenda doméstica concentra atenções
Os participantes do mercado aguardam, às 10h, a divulgação de uma nova rodada da Pesquisa Firmus do Banco Central, que mede a percepção de empresas não financeiras sobre o ambiente de negócios e variáveis macroeconômicas. Às 10h30, a Receita Federal apresenta o resultado da arrecadação de novembro, dado considerado termômetro da atividade econômica e da situação fiscal.
Exterior começa semana encurtada pelo feriado
Nos Estados Unidos, os mercados de ações e de títulos permanecerão fechados na próxima quinta-feira, feriado de Natal, o que tende a reduzir a liquidez até o fim da semana. Ainda assim, investidores monitoram a estimativa final do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do terceiro trimestre, prevista para terça-feira. O consenso aponta crescimento anualizado de 3,2%.
Perto das 9h10, os principais índices futuros de Nova York avançavam: Dow Jones Futuro subia 0,03%, S&P 500 Futuro ganhava 0,34% e Nasdaq 100 Futuro tinha alta de 0,50%.
Dólar recua na abertura
Na B3, o contrato de dólar com primeiro vencimento era negociado a R$ 5,537, queda de 0,34% em relação ao ajuste anterior. O recuo acompanha o menor apetite por proteção cambial no início dos negócios.
Mercados asiáticos e taxa de juros na China
As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam em alta nesta segunda-feira. O movimento foi impulsionado pela manutenção, pelo Banco Popular da China, das taxas de juros de referência para empréstimos de um e cinco anos em 3% e 3,5%, respectivamente. Foi a sétima reunião consecutiva sem alteração, decisão alinhada às expectativas de economistas consultados pela Reuters.
Pias europeias recuam
Na Europa, os principais índices operavam no vermelho nas primeiras horas do pregão, devolvendo parte do otimismo visto na semana anterior. A agenda regional é esvaziada, mas investidores aguardam a confirmação das leituras finais do PIB do Reino Unido e do investimento empresarial referentes ao terceiro trimestre.
Outros destaques do cenário internacional
• Negociadores europeus e ucranianos ajustaram uma proposta de acordo de paz apresentada pelos Estados Unidos, porém o Kremlin afirmou que as mudanças não aumentam as chances de um entendimento duradouro.
• Os preços do petróleo avançam após o presidente norte-americano, Donald Trump, intensificar o bloqueio à Venezuela. Forças dos EUA abordaram um petroleiro e perseguiram outro, poucas semanas depois da primeira apreensão de embarcação.
• O minério de ferro negociado na China subiu pelo quinto pregão consecutivo, sustentado pela oferta reduzida de finos de Jimblebar e Jingbao, da BHP, e pela produção firme de ferro-gusa em altos-fornos chineses.
Com a proximidade do recesso natalino e a agenda de indicadores relativamente enxuta, analistas projetam volume de negócios moderado nos próximos dias. Mesmo assim, a divulgação de dados internos — especialmente a arrecadação federal — pode influenciar as estimativas para o resultado primário de 2025 e, consequentemente, afetar a trajetória dos juros futuros.
Além das informações domésticas, o humor global seguirá sensível às leituras finais do PIB dos Estados Unidos e aos movimentos de liquidez típicos de fim de ano, fatores que poderão ditar o ritmo dos ativos brasileiros até o encerramento de 2025.
À medida que investidores ajustam suas carteiras para o início de 2026, a combinação entre indicadores locais e sinais do exterior deve continuar guiando os preços no pregão da B3.
Com informações de InfoMoney




