A agenda econômica desta terça-feira, 3 de fevereiro, é dominada pela publicação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, documento que deve detalhar a sinalização de início do ciclo de cortes da taxa básica de juros a partir de março.
No mesmo dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta o resultado da produção industrial de dezembro. A expectativa do mercado é de avanço de 0,8% na comparação com novembro e de crescimento de 1% em relação a dezembro de 2024.
Indicadores paralisados nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a divulgação do Job Openings and Labor Turnover Survey (JOLTS), que traz dados de abertura e rotatividade de vagas, foi suspensa em razão do shutdown parcial do governo federal. Pelo mesmo motivo, o Escritório de Estatísticas do Trabalho informou na segunda-feira que o relatório de emprego de janeiro (payroll) também não será publicado na próxima sexta-feira. A nova data só será definida quando houver retomada do financiamento governamental.
Temporada de balanços
No Brasil, a temporada de resultados do quarto trimestre ganha ritmo a partir desta quarta-feira, 4. Santander Brasil e Itaú Unibanco apresentam seus números nesse dia; Bradesco e Multiplan publicam balanços na quinta-feira, 5.
Em Nova York, os investidores acompanham nesta terça os resultados de Advanced Micro Devices (AMD) e Pfizer. Além disso, o presidente do Federal Reserve de Richmond, Tom Barkin, participa de evento com declarações sobre a conjuntura econômica.
Mercados
Na segunda-feira, 2, o Ibovespa encerrou a sessão em alta de 0,79%, aos 182.793,40 pontos, avanço de 1.429,50 pontos. Nos Estados Unidos, os principais índices começaram fevereiro em terreno positivo, mas a ausência de dados trabalhistas ao longo da semana tende a aumentar a volatilidade.
Agenda de autoridades
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia os compromissos às 9h, no Palácio do Planalto, em reunião com Sidônio Palmeira e Laércio Portela. Às 10h30, participa da cerimônia de entrega de cartas credenciais de novos embaixadores e, às 15h, encontra os ministros Mauro Vieira, Esther Dweck e Luciana Santos. O último compromisso do dia está marcado para as 17h30, com o ministro Alexandre Silveira.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista à rádio BandNews FM a partir das 8h30, quando deve comentar a ata do Copom e os próximos passos da política fiscal.
Outros destaques
Um grupo de organizações de direitos civis entrou com ação na Justiça federal de Manhattan contra o Departamento de Estado norte-americano. A ação pede suspensão imediata da política que, desde 21 de janeiro, interrompe o processamento de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, alegando violação de leis migratórias consolidadas.
Também nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou ter chegado a um acordo comercial com a Índia. Segundo publicação em rede social, Nova Délhi concordou em deixar de comprar petróleo russo e aumentar as aquisições de óleo dos Estados Unidos — e, potencialmente, da Venezuela. Em troca, Washington reduziria a tarifa recíproca aplicada a produtos indianos de 25% para 18%.
No Brasil, Lula enviou mensagem ao Congresso Nacional na segunda-feira destacando como prioridades para 2025 o fim da escala 61 para servidores públicos e a regulamentação do trabalho por aplicativos. O presidente também reiterou confiança em uma rápida aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), informou que a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal deverá ser encaminhada ao Senado apenas após o Carnaval. Randolfe afirmou que Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definirão o momento adequado para a formalização.
Agenda resumida de hoje (horário de Brasília)
08h00 – Ata do Copom
09h00 – Produção industrial de dezembro (IBGE)
Com o documento do Banco Central, os dados de produção do IBGE e a interrupção de estatísticas norte-americanas, os mercados monitoram em tempo real os impactos sobre as expectativas de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.




