Brasília – O Ministério Público da União (MPU) concluiu o concurso público lançado em 2025: o resultado final foi homologado e 89 aprovados já foram nomeados para os cargos de técnico, analista e polícia institucional. De acordo com a Lei Orçamentária sancionada em 14 de janeiro de 2026, o órgão dispõe de 357 provimentos autorizados para este ano.
Vagas ofertadas e próximas chamadas
O edital publicado em 2025 contemplou 172 vagas imediatas, todas de nível superior, distribuídas entre técnicos e analistas em diversas especialidades. A homologação libera o MPU para realizar convocações conforme a necessidade de pessoal. A primeira lista de 89 nomeados foi divulgada juntamente com a classificação definitiva.
Além das convocações já efetivadas, o MPU retomou a etapa final do certame específico para Analista / Direito; os aprovados nessa carreira poderão tomar posse até março de 2026.
Orçamento garante 357 cargos
A Lei 15.293/2025, que trata do orçamento federal de 2026, autoriza mais de 163 mil provimentos em toda a administração pública. Desse total, 357 estão reservados ao Ministério Público da União e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). As chamadas ocorrerão de acordo com a ordem de classificação e a disponibilidade de lotação nas unidades do MPF, MPT, MPM, MPDFT e na Escola Superior do MPU.
Reajuste salarial em vigor
As carreiras do MPU passaram a receber reajuste linear de 8 % a partir de julho de 2026. Com isso, os vencimentos básicos iniciais sobem para:
• Técnico: R$ 9.776,74
• Analista: R$ 16.041,21
O adicional de qualificação também teve aumento significativo. Um analista no topo da carreira com título de doutorado, por exemplo, poderá adicionar R$ 3.857,75 ao salário – antes o valor era de R$ 1.161,52. Para quem possui mestrado, o adicional sobe de R$ 929,21 para R$ 2.700,43.
Entre os benefícios mantidos estão auxílio-alimentação de R$ 1.460,90, auxílio pré-escolar de R$ 1.235,77, auxílio-saúde de R$ 579,39 e auxílio-natalidade de R$ 718,58.
Como foi a seleção
Organizado pela Fundação Getulio Vargas, o concurso avaliou os candidatos por meio de prova objetiva, prova discursiva e Teste de Aptidão Física (TAF) — este último exigido apenas para o cargo de Polícia Institucional. As provas foram aplicadas em 4 de maio de 2025.
Para analistas, a prova objetiva trouxe 80 questões divididas em módulos de conhecimentos gerais e específicos. O candidato precisava garantir pelo menos 15 acertos no Módulo I, 27 no Módulo II e totalizar 50 pontos para avançar. A discursiva, em formato de redação dissertativo-argumentativa de até 30 linhas, valia 40 pontos e exigia nota mínima de 20.
Já para técnicos, a objetiva também teve 80 itens. O participante deveria acertar ao menos 12 questões no primeiro módulo, 25 no segundo e obter 45 pontos no total. Para todas as áreas de técnico, exceto Polícia Institucional, houve redação com os mesmos critérios de pontuação dos analistas.
Cargos e remuneração do edital
No nível técnico, as oportunidades principais foram para Administração, Enfermagem e Polícia Institucional, com salário inicial então fixado em R$ 8.529,65 (valor de 2025, antes do reajuste). No nível superior, o edital contemplou especialidades como Arquivologia, Biblioteconomia, Clínica Médica, Desenvolvimento de Sistemas, Direito, diversas engenharias, Psicologia, Serviço Social e Tecnologia da Informação. Os vencimentos iniciais desses analistas eram de R$ 13.994,78, reajustados para R$ 16.041,21 a partir de julho de 2026.
TAF e curso de formação
Os 500 melhores colocados na prova objetiva para Polícia Institucional realizaram o teste físico, composto por barra fixa, abdominal e corrida de 12 minutos. Aprovados no TAF e nos exames médicos seguem para curso de formação presencial com três semanas de duração, que abrange disciplinas de segurança institucional, defesa pessoal e uso progressivo da força. A frequência mínima exigida é de 75 % das atividades.
Distribuição de vagas e lotação
As nomeações respeitam a classificação estadual. Quando a lista de determinada unidade da Federação é esgotada, o MPU pode convocar candidatos inscritos na lista nacional, desde que haja manifestação de interesse. Após a posse, o servidor deve permanecer na unidade de lotação por pelo menos um ano, salvo exceções previstas em lei.
Déficit de pessoal
Levantamento divulgado em abril de 2025 apontava 1.555 cargos vagos no MPU. Com o encerramento da validade do concurso de 2018 em setembro de 2024, a nova seleção tornou-se essencial para recompor o quadro.
Com a homologação já publicada e o orçamento garantido, a expectativa é de que as convocações ocorram ao longo de todo o ano, até o limite das 357 vagas previstas para 2026.




