Em 13 de março de 2026, um material atualizado sobre dígrafos foi disponibilizado pela plataforma Estratégia Concursos, reforçando conceitos que costumam aparecer em avaliações elaboradas por bancas como FGV e Cebraspe. O conteúdo detalha a noção de fonema, diferencia representação gráfica de representação sonora e lista as principais classificações dos dígrafos na língua portuguesa.
Fonema x letra
O guia lembra que fonema é a menor unidade sonora capaz de distinguir palavras, enquanto letra é o símbolo gráfico que representa esse som. A divergência entre quantidade de letras e de fonemas surge em razão dos dígrafos e de letras sem som próprio, caso do “h” em “chocolate”.
Definição de dígrafo
Dígrafo ocorre quando duas letras, vogais ou consoantes, representam um único fonema. A denominação, de origem grega (“di” = dois; “grafo” = escrever), explica por que determinadas combinações exigem contagem especial de sons em questões de fonologia.
Classificação geral
O material divide os dígrafos em dois grandes grupos:
- Dígrafos consonantais – duas consoantes formam um único som consonantal.
- Dígrafos vocálicos – combinação de vogal com “m” ou “n” indica nasalização da vogal, compondo um único som vocálico.
Dígrafos consonantais
Entre os consonantais, o texto diferencia estruturas inseparáveis, que permanecem na mesma sílaba, e separáveis, que ficam em sílabas distintas na divisão silábica.
Inseparáveis
- ch – chuva
- lh – filho
- nh – ninho
- qu – quando o “u” não é pronunciado (queijo)
- gu – quando o “u” não é pronunciado (guerra)
Separáveis
- rr – carro
- ss – passo
- sc – nascer
- sç – desça
- xc – exceção
- xs – exsudar
Dígrafos vocálicos
Nesse grupo, a presença de “m” ou “n” após a vogal serve como sinal gráfico de nasalização, sem valor consonantal próprio. Exemplos citados incluem “campo”, “tempo”, “banco”, “santo” e “canto”. Assim, “campo” apresenta cinco letras, mas apenas quatro fonemas, pois “am” corresponde a um único som nasal.
Dígrafo x encontro consonantal
O guia esclarece dúvida frequente de candidatos: dígrafo e encontro consonantal não são equivalentes. No dígrafo, as duas letras formam um único som; no encontro consonantal, cada consoante mantém pronúncia própria.
- Dígrafo – duas letras, um som: “passo” (ss).
- Encontro consonantal – duas letras, dois sons: “prato” (pr).
A pronúncia é critério decisivo para distinguir os fenômenos. Se as duas letras produzem um só fonema, trata-se de dígrafo; havendo dois fonemas, configura-se encontro consonantal.
Casos particulares
Algumas combinações exigem atenção especial:
- QU e GU – operam como dígrafos somente quando o “u” não é articulado (quente, guerrilha). Se o “u” é pronunciado, como em “quase” ou “aguitar”, a sequência integra encontro vocálico, caracterizando ditongo.
- SC – é dígrafo apenas quando representa o som de “s”, exemplo “crescer” e “fascículo”. Em “escola” ou “escrita”, “s” e “c” soam de forma distinta, formando encontro consonantal.
Relevância em concursos
A publicação reforça que bancas utilizam o tema em diferentes formatos: identificação de dígrafos em palavras, contagem de fonemas ou classificação de fenômenos fonéticos. Dominar o assunto ajuda candidatos a evitar erros simples que podem custar pontos decisivos.
A atualização do Estratégia Concursos mantém o foco na preparação direcionada, destacando aspectos cobrados com regularidade em editais nacionais. Segundo o guia, compreender a relação entre escrita e pronúncia permanece fundamental para desempenho satisfatório em avaliações de Língua Portuguesa.




