Uma sondagem realizada pela consultoria Adapta com 500 usuários de tecnologia no País revelou quais são os termos de inteligência artificial que mais geram confusão. Segundo o levantamento, o vocábulo “prompt” – nome dado ao comando escrito que orienta sistemas como ChatGPT e Gemini – ocupa o primeiro lugar, citado por 12,6% dos entrevistados.
Vocabulário técnico desafia o entendimento cotidiano
O estudo foi conduzido em julho, de forma on-line, com homens e mulheres de diferentes faixas etárias que utilizam ferramentas de IA no trabalho ou nos estudos. Ao serem questionados sobre quais expressões ainda não compreendiam totalmente, os participantes indicaram 32 termos distintos. A análise consolidou os resultados em um ranking dos dez mais mencionados.
No topo da lista, “prompt” aparece isolado. O conceito descreve, de maneira simples, a instrução que o usuário envia ao modelo de linguagem. Quanto mais detalhado for o pedido, maior a probabilidade de obter uma resposta alinhada às expectativas, prática conhecida como prompt engineering.
Machine learning e deep learning vêm em seguida
Logo depois de “prompt”, o trio “machine learning”, “deep learning” e “redes neurais” surge reunido, com pouco mais de 9% das menções. Esses termos se referem aos processos de aprendizado que permitem aos sistemas detectar padrões, reconhecer imagens ou prever comportamentos.
De acordo com a Adapta, mesmo presentes em reuniões corporativas e planos de marketing, as expressões ainda soam excessivamente técnicas para parte dos usuários que lida com IA apenas para resolver tarefas diárias, como redigir e-mails ou resumir relatórios.
Palavras que descrevem o funcionamento interno dos modelos
O levantamento também aponta confusão em relação a conceitos internos às grandes arquiteturas de linguagem. “Token”, “embedding” e a sigla “LLM” (Large Language Model) foram lembrados em conjunto por 7,4% dos participantes. Embora desempenhem funções diferentes, todos explicam etapas do processo de transformação de texto em números e, depois, em respostas compreensíveis.
“Token” designa pequenos fragmentos de palavras analisados pelo algoritmo. Já “embedding” é a conversão desses fragmentos em vetores numéricos que medem semelhanças semânticas. As LLMs, por sua vez, combinam essas camadas para gerar textos longos em segundos.
Dominar a terminologia rende resultados melhores
Para profissionais de marketing, atendimento ou produção de conteúdo, entender o jargão faz diferença prática. A pesquisa destaca que instruções vagas, como “crie um artigo sobre tendências”, costumam gerar textos genéricos. Ao especificar “crie um artigo sobre as principais tendências de consumo no Brasil para 2025, focando em redes sociais”, o usuário obtém material mais alinhado.
Entre os entrevistados, 68% afirmaram ter identificado melhora nos resultados após aprenderem a detalhar seus comandos. Ainda assim, 41% disseram sentir dificuldade em acompanhar novos termos que surgem quase semanalmente.
Outros conceitos que causam dúvida
Além dos já citados, o ranking inclui “fine-tuning” e “aprendizagem por reforço”, métodos que ajustam modelos a necessidades específicas, bem como “agentes autônomos”, sistemas capazes de executar rotinas sem supervisão humana constante. Cada um deles recebeu, em média, 4% das citações.
Para a Adapta, a proliferação de siglas em inglês contribui para o estranhamento. A consultoria sugere que empresas ofereçam glossários internos e treinamentos rápidos, a fim de reduzir barreiras e aumentar a produtividade nas interações com a IA.
Uso de IA cresce, mas glossário permanece nebuloso
O estudo confirma que ferramentas baseadas em IA já fazem parte da rotina de milhares de pessoas. Entre os respondentes, 72% utilizam recursos como geração de texto, análise de dados ou criação de imagens pelo menos uma vez por semana. Apesar disso, metade dos usuários admite não saber explicar termos elementares do campo.
A Adapta avalia que a familiaridade com a nomenclatura tende a se tornar requisito básico em diversas carreiras. Enquanto novos conceitos continuam a surgir, “prompt” permanece como a palavra que mais intriga os brasileiros, embora seja a porta de entrada para qualquer interação com modelos de linguagem.
O levantamento completo está disponível para clientes da consultoria e será apresentado em um webinar gratuito previsto para agosto.
Com informações de Curso Agora eu Passo




