A Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz RJ) reabriu o período para que candidatos ao cargo de Analista reenviem a documentação necessária à matrícula no Curso de Formação Profissional (CFP). Conforme edital complementar publicado pelo Cebraspe, o novo prazo vai de 11 a 25 de fevereiro de 2026.
Primeira convocação já divulgada
A primeira chamada para matrícula foi divulgada em 20 de janeiro de 2026, sucedendo a convocação inicial de 21 de outubro de 2025. O CFP terá carga de 80 horas presenciais, entre 23 de fevereiro e 20 de março, na Avenida Presidente Vargas, nº 670, 3º andar, Centro, Rio de Janeiro (CEP 20071-001).
Situação do cargo de Auditor
Para o cargo de Auditor Fiscal, a etapa mais recente foi a divulgação do resultado final da avaliação de títulos, que incluiu alguns candidatos sub judice. Até o momento, a banca não apresentou novo calendário para as fases seguintes.
Vagas, inscritos e salários
O concurso oferece, no total, 73 vagas imediatas e 167 em cadastro reserva, distribuídas entre Auditor Fiscal da Receita Estadual e três especialidades de Analista em Finanças Públicas. A remuneração inicial chega a R$ 27.430,94 para Auditor e a R$ 10.182,18 para Analista.
Segundo a demanda publicada, 8.421 pessoas se inscreveram, sendo 6.140 para Auditor e 2.281 para Analista (1.021 na especialidade Administrativo-Financeira, 801 na Contábil-Financeira e 459 na Econômico-Financeira).
Retificações publicadas
O edital de Auditor recebeu alterações em 27 de fevereiro de 2025 (conteúdo programático) e 5 de maio de 2025 (avaliação de títulos e cotas). Para Analista, houve retificação em 17 de abril de 2025, que modificou itens da prova de títulos, da avaliação biopsicossocial e da heteroidentificação.
Etapas do certame
Todas as carreiras passam por prova objetiva, prova discursiva e avaliação de títulos. O curso de formação, de caráter eliminatório, é exigido apenas para Analista e concede bolsa-auxílio correspondente a 50 % do primeiro padrão de vencimento da classe inicial.
Provas para Auditor
As provas objetivas (P1 e P2) somaram 200 pontos em questões de múltipla escolha. O candidato foi eliminado se, entre outras situações, obteve:
- menos de 20 pontos em Tecnologia da Informação e Comunicação;
- menos de 8 em Contabilidade Geral, Contabilidade de Custos e Auditoria (conjunto);
- menos de 12 em Direito Constitucional, Administrativo, Civil e Empresarial (conjunto);
- menos de 6 em Língua Portuguesa ou Administração;
- menos de 6 em Economia e Finanças Públicas ou em Matemática Financeira e Estatística (conjuntos);
- menos de 16 em Direito Tributário, Legislação Tributária e Receitas Não Tributárias;
- nota global inferior a 100 pontos nas duas provas objetivas.
A prova discursiva (P3) abordou, em duas questões de até 30 linhas cada, Tecnologia da Informação e Direito Tributário, totalizando 50 pontos. Foi aprovado o candidato que alcançou pelo menos 25 pontos.
Provas para Analista
Para todas as especialidades, as provas objetivas tiveram duas partes (P1 e P2), cada uma valendo 100 pontos. O edital fixou notas mínimas específicas por bloco de disciplinas. Exigiam-se:
- na P1, no mínimo 12 pontos em Finanças Públicas/Contabilidade Pública/AFO e 12 em Língua Portuguesa;
- 4 pontos em Direito Constitucional/Administração e 4 em Matemática Financeira, Estatística e Raciocínio Lógico;
- 8 pontos em Economia e 50 pontos no total da P1;
- na P2, 80 pontos no total, além de limites por disciplina que variavam: 24 pontos em Administração Pública (Administrativo-Financeira), 28 em Contabilidade Pública (Contábil-Financeira) ou 12 em AFO (Econômico-Financeira), entre outros.
A prova discursiva consistiu na redação de nota técnica ou relatório de até 30 linhas sobre tema comum às especialidades, valendo 50 pontos; foram aprovados os que marcaram, no mínimo, 25.
Curso de Formação
O candidato será eliminado se deixar de se matricular, se afastar, frequentar menos de 90 % das atividades, não alcançar a nota mínima ou descumprir requisitos legais. Ao término das atividades presenciais, haverá uma prova discursiva de até 60 linhas, no valor de 20 pontos; é preciso obter pelo menos 10 para ser considerado apto.
Requisitos de ingresso
Ambos os cargos exigem diploma de graduação reconhecido pelo Ministério da Educação. Para Auditor, qualquer área é aceita, observada a carga horária mínima prevista na Lei Complementar Estadual nº 69/1990. Para Analista, igualmente se aceita formação superior em qualquer área.
Carreira e remuneração na prática
Dados do Portal da Transparência mostram que, descontados impostos e contribuições, a remuneração líquida de servidores admitidos recentemente gira em torno de R$ 31 mil para Auditor e R$ 20 mil para Analista.
O Auditor Fiscal executa ações de fiscalização, lavra autos de infração, apreende mercadorias e elabora pareceres em processos tributários. Já o Analista em Finanças Públicas atua no gerenciamento do orçamento estadual, programação financeira, administração da dívida e acompanhamento da execução da despesa.
Com a reabertura do prazo para envio de documentos, os candidatos convocados têm nova oportunidade de regularizar pendências e garantir presença na próxima etapa do concurso.


